Cascavel – A mudança nos hábitos de alimentação tem impulsionado produtores de hortifrutis a oferecer inovações para conquistar a mesa das famílias que estão a cada dia mais exigentes na escolha de frutas e verduras saudáveis.
Em Cascavel e região pequenos produtores apostam no cultivo de alimentos hidropônicos e semi-hidropônicos como no caso dos morangos. A alternativa facilita o trabalho e diminui de maneira expressiva a quantidade de produtos químicos no período de desenvolvimento das culturas.
Na área rural em que vive com a família, Patricia Stocker Venelo, encontrou no sistema semi-hidropônico uma forma de cultivar a saborosa frutinha vermelha com mais disposição.
Ainda estou aprendendo, mas já vejo inúmeras vantagens, pois o trabalho pode ser realizado em pé e sem muito esforço, comenta.
Foi em maio que ela iniciou o plantio do morango com o apoio que recebeu do Emater (Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural).
O custo do sistema é mais caro, porém o retorno que temos vale a pena por todo o investimento, afirma Patrícia.
Até o momento foram colhidos cerca de R$ 250 quilos da fruta, que é vendida pela produtora de porta em porta pelo menos quatro vezes por semana. O quilo do morango custa R$ 10, mas para não deixar ninguém com vontade Patrícia também vende em menor quantidade.
Tem vez que o cliente pede só uma porção pequena para comer na hora. Até hoje só recebi elogios pela aparência e pelo sabor dos meus morangos.
A renda é reforçada com a venda de alho e no período de entressafra, a expectativa da família é investir em melancia e pepino.
O processo
O cultivo ocorre em slabs – saco plástico em forma de travesseiro – que é suspenso em canaletas. No interior é aplicada toda a solução nutritiva que a planta precisa para crescer de forma equilibrada. Como há menor pressão de doenças, o uso de agrotóxicos é substituído por práticas culturais que não venham a prejudicar o consumo.
Alguns produtores manejam tão bem a cultura que a colheita ocorre sem que uma única aplicação de defensivo seja feita, afirma o engenheiro agrônomo José Luiz Bortolossi.
(Com informações de Romulo Grigoli)